Na abertura dos trabalhos do ano no Supremo Tribunal Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento marcante, destacando o papel central da Corte no enfrentamento dos eventos que abalaram a democracia brasileira. Ele ressaltou que o julgamento relacionado à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 foi uma demonstração da força institucional do país e um marco para a proteção da Constituição.
Com palavras que misturaram orgulho e confiança, Lula celebrou o trabalho do Judiciário na responsabilização dos envolvidos, afirmando que o Brasil mostrou ser maior que qualquer tentativa de subverter a vontade popular. Para ele, a atuação das instituições brasileiras tem sido fundamental para assegurar o respeito à soberania, ao Estado de Direito e ao voto democrático.
O presidente também ressaltou que a Corte agiu com responsabilidade e imparcialidade, defendendo a ordem constitucional sem ultrapassar os limites de suas atribuições. Lula disse que o processo foi conduzido com respeito ao direito de defesa e acesso às provas, valores que definem um julgamento justo em uma democracia consolidada.
Além disso, ele não deixou de mencionar as pressões externas enfrentadas pelo Brasil durante o processo. Lula fez referência, sem citar nomes, às tentativas de influências externas que buscavam influenciar o andamento do julgamento. Ele afirmou que o país resistiu com firmeza e que nenhuma nação deve se curvar a pressões externas quando se trata de defender sua soberania.
O presidente também aproveitou o discurso para lembrar que 2026 é um ano de eleições gerais — um período em que, segundo ele, surgem desafios significativos para a Justiça Eleitoral, como a manipulação de informações, abuso de poder econômico e a disseminação de desinformação por meio de canais digitais. Lula afirmou que as instituições precisam estar preparadas para garantir que a vontade popular prevaleça com transparência e segurança.
Por fim, ele tocou em temas sociais, enfatizando a importância da colaboração entre os poderes para enfrentar questões como a violência contra mulheres, lembrando que a proteção dos direitos humanos deve ser uma prioridade na agenda democrática do país.



